domingo, 1 de abril de 2012

Quatro pontos para ler cartas

Para interpretar uma única carta num lançamento existem 4 pontos fundamentais.
Quando interpreto uma leitura, ando muitas vezes para trás e para a frente sentindo as energias das cartas no seu todo, bem como sentindo a sua energia individual. Estas duas abordagens completam-se mutuamente.

cartas do tarot num lançamentoEstas são as quatro pontos a ter em conta:

1. A resposta única baseada no ambiente envolvente a quem consulta o Tarot. As cartas juntamente com o estado de espírito do consultante trazem significado pessoal e fresco.

2. O significado acumulado pela experiência da Taróloga (ou Tarólogo) ao longo da sua experiência. Aqui varia muita da experiência e dos professores e Mestres ao longo do caminho.

3. O conhecimento associado à posição da carta no lançamento. Esta fonte é também baseada em convenção e experiência comum.

4. A quarta e última é a própria pergunta e as circunstâncias que trazem a consulente à consulta.

Estes elementos servem de estrutura à leitura. Estabelece os limites e as margens da leitura de forma a que a energia transmitida no acto do lançamento não se disperse.

quinta-feira, 29 de março de 2012

O Baralho de Tarot

Este é o baralho original de Rider-Waite. Como sabem, eu uso e tarot das sereias que é baseado neste, cujas imagens são em tudo semelhantes ao tarot das sereis mas num ambiente no fundo do mar.

segunda-feira, 26 de março de 2012

A carta chave

O significador é a carta que será a tónica do lançamento, em qualquer situação, sobrepondo-se, inclusivé, às cartas que são chamadas como quintessência (a soma das cartas envolvidas na jogada - apenas Arcanos Maiores). 
O significador deverá ser encontrado, utilizando-se para isso a intuição, pois o significador é a carta que “CHAMA” a atenção assim que é colocada na mesa do lançamento. É a carta que salta à vista. O significador concentra-se no momento que é vivido pela pessoa que consulta o Tarot, ou seja, é a carta que resumirá melhor a tónica da situação vivida pelo mesmo. Quando se encontra a quintessência pela soma das cartas, deve-se considerar um desvio, pois é apenas uma soma que resumiriao lançamento. Isso funciona até certo ponto, pois em todas as situações das nossas vidas há uma tónica ou algo que se sobressai à situação. Logo, seguindo esse raciocínio, a quintessência será a situação e o significador será essa tónica. Ou, ainda, a situação “personalizada”, o lado inconsciente da questão. 

É o ponto em que quem consulta o Tarot deve buscar mais consciência. Pois é o que está fora do seu alcance de consciência.

Crowley ainda utiliza um outro tipo de significador. Pelo seu método, quem interpreta escolherá para quem consulta uma carta segundo suas características físicas: Cor de cabelo, idade, etc. Ou ainda, caso se conheça o mapa astral do mesmo, pode-se usar o grau do ascendente para identificar a carta chamada significador (a que representa quem consulta o Tarot). Isso deve ser feito utilizando uma Tabela Astrológica da Realeza, que relaciona o Tarot com a Astrologia. Dessa forma, o significador sempre será uma carta da Realeza. Por exemplo, alguém com o ascendente em 23º de Escorpião terá como significador o Cavaleiro de Paus. E outra pessoa com o ascendente em 3º de Aquário terá como significador o Príncipe de Espadas.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Arcanos Menores

Os Arcanos Menores, ao contrário dos Maiores, representam aspectos diários da vida da pessoa.Podemos, inclusive, dizer que falam da relação da pessoa com o mundo que a cerca. Enquanto os Arcanos Maiores falam dos mistérios internos do indivíduo, os Menores falam dos mistérios externos. Menos profundos e fáceis de se absorver em seu simbolismo (fortemente apoiados na astrologia, geomancia e no I Ching), os Arcanos Menores são, na maioria das vezes, desprezados, como se não tivessem nenhuma serventia.

Maior erro não poderia haver, pois, apesar de serem mais fáceis, são extremamente importantes no desenvolvimento da mente do indivíduo, uma vez que auxiliam no domínio do mundo exterior e contribuem para diminuir o impacto entre a mente e a realidade. Muitas vezes somos tomados por dúvidas e por insegurança, quando somos colocados em situações que não dominamos por completo. Nesses casos, os Arcanos Menores podem ser de grande valia, pois auxiliam na tomada de decisões da vida diária.

É o homem controlando o mundo e a natureza que o cerca. Não estamos incentivando o uso divinatório (ou adivinhatório) do Tarot, mas colocando-o à disposição do estudante que busca a si mesmo. Aqueles que buscam um melhor convívio com o meio em que vivem.

Como um espelho da realidade, nesse momento, o Tarot assume o papel de contato entre o Eu Interior e o Eu Exterior da pessoa. Semelhante à alma (psique), que une o espírito ao corpo, os Arcanos Menores unem o ser humano ao mundo que o cerca.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Como pode o Tarot ajudar-me?

Quando feito tradicionalmente, uma leitura de cartas de Tarot pode colocar tudo em perspectiva de uma forma clara para que a possamos entender claramente. Qualquer leitura de Tarot tem como origem uma pergunta, que quem pede a consulta faz, que nem sequer precisa de revelar a quem está a ler.
Cada carta estará ligada a elementos do passado, presente ou futuro e, com a ajuda de quem está a a fazer a consulta de Tarot, trará luz à questão que a leva à mesa.
Quer acredite ou não em coisas espirituais ou esotéricas, ou até mesmo na arte de prever o futuro, o Tarot ajuda a entender os seus pensamentos e questões. Por vezes, simplesmente, levantando alertas e mostrando situações que até então poderiam ter passadas despercebidas.
Descobrirá padrões potencialmente perigosos na sua vida e trará uma melhor entendimento de si mesma. Até mesmo a forma como coloca as perguntas pode ser alvo de estudo e, nesse campo, quem lhe está a facilitar a leitura poderá ajuda-lá em muito.
O Tarot é muito mais que uma ferramenta para prever o futuro. É uma forma de entendermos o nosso passado e presente, de prestarmos atenção a pormenores que poderão nos ter passado despercebidos. Até mesmo uma ferramenta de descoberta pessoal.


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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A responsabilidade ao ler o Tarot

Ler o Tarot é um caminho de vida. Não é uma coisa que se faz aqui ou ali. Não é um botão de ligar/desligar que quando nos apetece, está lá. É necessário treinar, praticar, alimentar os nossos olhos e as nossas mentes. Temos de ler todos os dias. Várias vezes por dia. O Tarot fica a fazer parte nós, mesmo que não se use na nossa vida profissional. É algo que fará parte de nós para sempre como uma porta que apenas se pode abrir.

Temos de ter a responsabilidade de recusar uma leitura quando nos parece que vai trazer mais dano que benefício. E isso minha amiga, é muito mais frequente que aquilo que se imagina. Todos os dias (ou quase todos) eu recuso leituras. Pessoas chegam-me já com as respostas ao que querem saber. Só precisam de ouvir isso da boca de outra pessoa. E não serei eu a dar essa confirmação.

E por várias razões:

  1. O Tarot deve ser utilizado para trazer luz a caminhos escuros e duvidosos. Ora nestes casos não existe qualquer dúvida.
  2. As pessoas devem assumir as suas vidas, tanto de bom como de mau. E não formar opiniões apenas e só porque alguém lhes disse que iria ter um percurso de uma determinada maneira.
  3. Mas mais importante, porque o nosso coração diz-nos que não o devemos fazer!
Na dúvida, o nosso coração é sempre o melhor barómetro. É nele que devemos colocar o peso das nossas decisões difíceis. Além disso, um grande atributo de qualquer pessoa que vinga como profissional desta área é o de ter compaixão genuina! Não é fingir carinho e amor pelo próximo até nos pagar. Temos de ter SEMPE a capacidade de nos colocar no lugar de quem nos consulta e medir as nossas palavras. Claro que tudo é para ser dito. Quer as coisas boas, como as coisas más. Mas também ma grande verdade é que não nos devemos envolver emocionalmente.
É nesta grande dualidade que muitos dos profissionais falham. Mas conseguinte conquistar e ultrapassar esse ponto, o Tarot mostra-nos uma escola de vida ímpar. É nosso trabalho contínuo alimentar a nossa intuição e a nosso alma. Afinal, é disso que depende o fruto do nosso trabalho.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O Tarot

As cartas de tarô surgiram entre os séculos XV e XVI no norte da Itália, e foram criadas para um jogo de mesmo nome, que era jogado pelos nobres e pelos senhores das casas mais tradicionais da Europa continental. O tarô é caracteristicamente um conjunto de setenta e oito cartas composto por vinte e um trunfos, um Curinga e quatro conjuntos de naipes com quatorze cartas cada — dez cartas numeradas e quatro figuras.

As cartas de tarô são muito usadas na Europa em jogos de cartas, como o Tarocchini italiano e o Tarô francês. Nos países lusófonos, onde esse jogo é bastante desconhecido, as cartas de tarô são usadas principalmente para uso divinatórios, para o qual os trunfos e o curinga são conhecidos como arcanos maiores e as cinquenta e seis cartas de naipe são arcanos menores. Os significados divinatórios são derivados principalmente da Cabala — vertente mística do judaísmo — e da alquimia medieval.

A palavra tarô na língua portuguesa não possui uma tradução específica — ninguém sabe ao certo sua real etimologia. Acredita-se que ele possa vir da palavra árabe turuq, que significa "quatro caminhos", que significa "rejeito". Segundo a etimologia francesa, tarot é um empréstimo do italiano tarocco, derivado de tara, "perda de valor que sofre uma mercadoria; dedução, ação de deduzir".

O tarô tradicional possui 78 cartas; quando usado para fins divinatórios, cada qual é denominada de arcano, palavra que significa "mistérios ou segredos a serem desvendados" e foi incorporada pelos ocultistas do século XIX.

Os jogos de cartas entraram na Europa no final do século XIV, com os mamelucos da Pérsia, cujos jogos tinham naipes muito semelhantes aos naipes latinos italianos e espanhóis: espadas, bastões, copas e ouros. Embora haja um número significativo de hipóteses para a origem do tarô, as evidências atualmente mostram que os primeiros baralhos foram criados entre 1410 e 1430 em Milão, Ferrara ou Bolonha, no norte da Itália, onde cartas de trunfo foram adicionadas aos já existentes baralhos de naipe. Esses novos baralhos foram chamados de carte da trionfi, cartas de triunfo, e as cartas adicionais simplesmente de trionfi, termo que originou a palavra "trunfo" em português. A primeira evidência literária da existência das carte da trionfi foi um registro escrito nos autos da corte de Ferrara, em 1442. As mais antigas cartas de tarô existentes são de quinze baralhos incompletos pintados em meados do século XV para a família governante de Milão, os Visconti-Sforza.

Não há documentos que atestem o uso divinatório do tarô anteriores ao século XVIII, embora se saiba que o uso de cartas semelhantes para tal uso era evidente por volta de 1540. Um livro intitulado Os Oráculos de Francesco Marcolino da Forli apresenta um método divinatório simples usando o naipe de ouros de um baralho comum. Manuscritos de 1735 (O Quadrado dos Setes) e 1750 (Cartomancia Pratesi) documentam o significado rudimentar divinatório das cartas de tarô, bem como um sistema de tirada de cartas. Em 1765, Giacomo Casanova escreveu em seu diário que sua criada russa frequentemente usava um baralho de jogar para ler a sorte.